Para Shein, localização e logística de distribuição são cruciais na escolha por um imóvel logístico: empresa é responsável pela maior área locada no ano
- De acordo com Julio Manzano, head de logística da SHEIN, para basear a decisão de escolha de imóvel logístico a varejista realizou um estudo pensando na estratégia de distribuição.
- A varejista chinesa SHEIN possui a maior absorção em condomínios logísticos do ano, até o momento

O estado de São Paulo concentra o maior estoque de condomínios logísticos do Brasil. Hoje, são 12.793.273 m² de área deste tipo de imóvel apenas no estado, o que corresponde a 54% do total nacional, de acordo com a plataforma Market Analytics da SiiLA. A proximidade com a maior metrópole do país faz com que a região da Grande São Paulo seja atraente para empresas e investidores. Cidades como Cajamar, Barueri, Guarulhos e Jundiaí são alguns exemplos de locais com uma grande concentração de empreendimentos logísticos.
A varejista chinesa SHEIN foi uma das empresas que se instalaram nessas regiões. No primeiro trimestre de 2023 ampliou suas operações e ocupou mais 55 mil m² no condomínio logístico GLP Guarulhos II. Ao todo, a multinacional de fast-fashion ocupa hoje 160.280 m² nesse imóvel.
De acordo com Julio Manzano, head de logística da SHEIN, a varejista realizou um estudo pensando na estratégia de distribuição, visando a proximidade com rodovias do eixo Rio-São Paulo, um dos maiores consumidores da marca no país.
“O condomínio GLP Guarulhos II está localizado em uma região de extrema importância estratégica para a Shein, a apenas 18 km da capital paulista e próximo às rodovias Presidente Dutra e Ayrton Senna, que são as principais vias de acesso ao eixo Rio-São Paulo, os maiores centros consumidores do Brasil. Além deste, a SHEIN também conta com outros dois centros logísticos, localizados no município de Embu das Artes e Perus, que somados ao complexo da GLP – Guarulhos I e II, garantem a operação, cerca de 220 mil m² de armazenamento, triagem e distribuição de produtos”, afirma Manzano.
Um dos critérios levados em conta na escolha de um centro logístico, além da localização, foi a infraestrutura. Para receber uma operação da SHEIN, os condomínios devem apresentar bons padrões construtivos e boas práticas de sustentabilidade, desde a concepção dos projetos, a construção e as operações diárias dos clientes.
Perspectiva de mercado
Manzano vê potencial não só em São Paulo como no país todo. Ele afirma que as dimensões continentais do país e as oportunidades para ampliar a estrutura logística são fatores essenciais para o avanço. Em abril desse ano, a varejista fez um investimento de R$ 750 milhões e já sinalizaram o interesse de nacionalizar as operações.
Recentemente, a SHEIN aderiu ao programa Remessa Conforme do Governo Federal e recebeu o aval para operar por meio dela na última quinta-feira (14). O incentivo governamental prevê a isenção de impostos de importação em compras de até US$ 50.
Para Adriano Depentor, presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (SETCESP), cidades próximas da cidade de São Paulo atraem empresas que buscam se instalar na região.
“Um dos motivos para o destaque desses centros são as vias de acesso, principalmente, o Rodoanel. Outro fator importante é o custo de aquisição de metro quadrado para construção, que acaba sendo um pouco mais barato do que em São Paulo e está praticamente dentro da capital. Algo vantajoso, principalmente, para quem utiliza veículos longos, como as carretas bitrem, e para as empresas que operam grandes quantidades de produtos”, conta.
Depentor explica que o aumento na ocupação na região tem a ver com a melhora do mercado no pós-pandemia, que fez com que muitas empresas adquirissem espaços novos ou ampliassem as operações que já mantinham, seja para instalação de novos centros de distribuição, sorters ou maquinários industriais.










