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A região da Chucri Zaidan foi alvo de grandes investimentos imobiliários nas últimas décadas, com objetivo de abrigar empresas e até ser uma alternativa a Faria Lima. Mas, por centenas de fatores, isso não aconteceu. O monitoramento da SiiLA indica que desde 2016, um grande volume de área de escritórios foi entregue por ali. Porém, de lá para cá, tensões políticas e incertezas econômicas desaceleraram a economia, tudo isso somada com a pandemia de COVID-19 em 2020.
Nesse período, a vacância da região teve altos e baixos. Em 2016, a Chucri Zaidan registrou 30% de vacância no terceiro trimestre, encerrando aquele ano com a taxa em 29%. A melhora na região veio nos anos seguintes, em 2017, com vacância de 19%. Em 2018, um crescimento no estoque elevou para 23%.
Em suas devidas proporções, a Faria Lima seguiu uma linha semelhante de altos e baixos, mas a região já estava consolidada e contava com grandes empresas e empreendimento populares entre os empresários. Em meio a pandemia, a Faria Lima continuou vendo seus espaços vagos sendo locados por grandes empresas, como a Shopee e o Meta.
Trazendo para o presente, hoje, a região da Chucri Zaidan conta com um estoque de 797.356 m². De todo este montante, 27,08%, ou 208 mil m², estão vagos. Segundo o monitoramento da SiiLA, este é o maior volume de área vaga em uma única região na cidade de São Paulo.
Com prédios novos e modernos e muita vacância, o valor transacionado em imóveis de alto padrão na região chamaram atenção, após uma locação no Parque da Cidade ser registrada pelo valor de R$ 50/m².
Com tanto estoque vago nos empreendimentos da região, uma pergunta recorrente entre profissionais do mercado gira em torno de quando os escritórios da Chucri vão começar a apresentar uma boa taxa de ocupação?
A pedido da equipe do REsource, o time de inteligência de mercado da SiiLA realizou uma simulação sobre quanto tempo demoraria para que a Chucri Zaidan zerasse a vacância de seus escritórios, se mantivesse o ritmo de locações dos últimos anos.
Para a análise, foi necessário levar em consideração o novo estoque previsto para 2025 na região, quando as torres A e B do Esther Tower devem ser entregues, somando novos 66 mil m².
Conforme o gráfico a seguir, a análise da equipe de pesquisa SiiLA indica que, de acordo com os padrões vistos até hoje, a vacância da Chucri Zaidan se encerraria apenas em 2031, em todos os cenários.
Os dados analisados são uma previsão com base nas informações presentes até o primeiro trimestre de 2024. Eventos como crises econômicas, políticas ou sociais, assim como movimentações inesperadas de grandes empresas, projetos que ainda não foram aprovados ou qualquer evento de força maior são impossíveis de serem previstos.











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