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A Black Friday de 2023 começou à meia noite da última sexta-feira (24) e movimentou lojistas em todo mundo. Dados da empresa de serviços financeiros, Cielo, revelam que, no Brasil, a data teve um crescimento tímido, comparado com o ano passado.
De acordo com o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), as vendas de uma das datas mais importantes para o varejo, cresceu apenas 2,1%, ao comparar com 2022. Apesar do aumento tímido geral, o e-commerce foi destaque, com um crescimento de 14,1%, enquanto o comércio físico teve um aumento de 0,7%.
“A performance do Varejo na sexta-feira da Black Friday foi ainda melhor do que a observada ao longo do mês de novembro, ocasião em que já havia sido positiva. A data, mais uma vez, reforçou o papel do e-commerce, principal indutor das vendas no comércio nesse período. Ano após ano, o segmento registra crescimento acima de dois dígitos”, afirma Carlos Alves, vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo
Os segmentos que mais se destacaram foram Cosméticos e Higiene Pessoal, com 18,8% de crescimento, e Turismo e Transporte, com 15,2%. Na sequência, aparece o grupo Óticas e Joalherias, e também Móveis e Depto, ambos com 11%. Dos setores movimentados pela Black Friday, o de Livrarias e Papelarias foi o que apresentou a maior retração, com queda de 2,8%. Supermercados e Hipermercados (-1,9%) e Materiais para Construção (-1,2%) também registraram baixa.
Em termos nominais, que não consideram os efeitos da inflação, o resultado da Black Friday 2023 ficou apenas 0,8% abaixo do faturamento da data em 2019, antes da pandemia do coronavírus.
Alves conta que apesar dos resultados das lojas presenciais, isso não significa que elas tenham sua presença ameaçada. Ele explica que um não exclui o outro e o omnichannel é o caminho para a coexistência.
“As lojas físicas são importantíssimas para o Varejo e para o relacionamento do estabelecimento com seus clientes. O fato de a variação das vendas no universo presencial ter sido inferior ao do e-commerce na Black Friday não significa que as lojas estejam ameaçadas. [...] Na prática o físico e o digital não são excludentes. A omnicanalidade é o caminho para reforçar ambos”, explica o executivo.
Dados da plataforma Hora a Hora, da Confi.Neotrust, em parceria com a ClearSale, empresas de inteligência de dados de varejo, mostram que entre quinta-feira (23) e domingo (26), o volume de pedidos atingiu R$ 8,2 milhões; queda de 16,3% em comparação ao ano passado. Já em valores de venda, o comércio eletrônico movimentou cerca de R$ 5,2 bilhões, um faturamento 14,6% menor do que em 2022. O ticket médio, segundo o estudo, foi de R$ 639,47 – 2,1% a mais do que no ano anterior.
“Pelo segundo ano consecutivo, tivemos um fim de semana de Black Friday aquém das expectativas do varejo. Essa queda pode estar atrelada a diversos fatores, como a desaceleração pós-pandemia no e-commerce, que reduziu os pedidos de compras, e a diluição das vendas ao longo de novembro, evitando concentração apenas na Black Friday”, comenta Matheus Manssur, superintendente comercial da ClearSale.
Chamado de Black November, a diluição citada por Manssur foi uma prática muito vista entre as varejistas, principalmente as de e-commerce. A Amazon, por exemplo, disponibilizou descontos de até 80% em produtos antes da data que deveria ser o marco para o varejo.
A Cielo revela que as compras do Black November subiram 0,1% em comparação com mesmo período do ano passado. O e-commerce cresceu 9,4% enquanto o universo físico recuou 0,6%. A análise considerou as vendas realizadas entre 1º e 23 de novembro deste ano em comparação com intervalo idêntico ao do ano passado.
“Percebemos que o Varejo tem se aproveitado da data para reforçar as vendas ao longo de todo o mês de novembro. Nesta semana, em especial, o resultado foi puxado principalmente pelos desempenhos de Turismo e Transporte e Vestuário”, afirma o vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo.











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