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Apenas em 2023, em São Paulo, foram registradas mais de 800 movimentações de empresas em escritórios, levando em consideração apenas empreendimentos de classe A+, A e B, totalizando mais de 611 mil metros quadrados. Entre os inquilinos e os proprietários, há os intermediadores, como a empresa de Claudia Singer, a Premiumcorp.
Singer, CEO da empresa que completou 15 anos no dia 1º de abril, pôde observar a transformação da cidade de São Paulo e seus ocupantes ao longo dos anos.
“O tomador do produto imóvel, hoje ele sabe muito bem o que ele quer. O imóvel é uma caixa quadrada, que varia de 50 a 50.000 m², e o que ele quer saber? A tecnologia embarcada que tem dentro daquele, os facilities e amenities oferecidos. O que mudou foi que ele sabe exatamente o que ele quer e a gente tem que ter muito mais informações na ponta da língua para poder ser mais ágil para efetivar o negócio”, revela Singer.
Apenas nos últimos cinco anos, o estoque de São Paulo cresceu 10%, indo de 7,4 milhões de metros quadrados para 8,2 milhões de metros quadrados, levando em consideração apenas empreendimentos classe A+, A e B da capital.
A zona sul da capital se destaca por concentrar muitas empresas voltadas ao setor financeiro, principalmente na região da Faria Lima. A grande atratividade para a região, segundo Singer, vem da infraestrutura que ela oferece, com transporte público, a proximidade com o aeroporto de Congonhas, shoppings e outras comodidades.
Um dos motivos que levou a região a se desenvolver foram políticas públicas da Prefeitura de São Paulo que incentivaram as empresas a migrarem para essas regiões. A Operação Urbana Faria Lima e a Operação Urbana Água Espraiada foram pontos de virada para a região, permitindo e incentivando o desenvolvimento imobiliário.
Singer conta que a região está atraindo olhares de inquilinos que vão além do financeiro, tradicional ocupante de escritórios. Empresas do ramo de energia são inquilinos novos que vêm se interessando pela zona sul paulistana.
“Nós atendemos diversas empresas de energia, de várias segmentações, quer seja de placas fotovoltaicas, até comercializadora mesmo”, relata.
O monitoramento da SiiLA mostra que as empresas de energia ocupam 101 mil metros quadrados de escritórios em São Paulo. Em 2023, o setor foi responsável por ocupar 6 mil metros quadrados. Alguns exemplos são a Danske Commodities, que locou no JK 1455, a Eneva no Vila Olímpia Corporate e a Paraty Energia no Jatobá Green Building, entre outros.
Escritórios de arquitetura demandam muito trabalho também para a CEO da Premiumcorp. Um dos casos de sucesso de Singer é em relação ao escritório de arquitetura It’s Informov.
“Há uma empresa que ao longo desses 15 anos intermediei a mudança oito vezes. Eles são um escritório de arquitetura, então eles fazem o imóvel bonitinho e, depois que a construção acaba, eles se mudam para lá e quando vão desocupar, já tem uma pessoa interessada e assim eles vão mudando e ampliando”, conta.
Claudia Singer destaca que o sucesso para isso é a comunicação e que as empresas de hoje devem focar nela, na tecnologia e nas tendências do mercado. Segundo a CEO, é necessário se manter atualizado.











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