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Quando falamos em pré-locações, os primeiros lampejos que vêm à mente são os condomínios logísticos, mas isso vem mudando. Seja por meio de um fato relevante ou de uma notícia no REsource, os relatos de pré-locações em escritórios estão aparecendo por todo lado.
Nos últimos meses, o Hospital Albert Einstein anunciou a locação do HBR Corporate Tower Pinheiros, que será entregue apenas em setembro. Anteriormente, a Link School também havia anunciado a locação do Corporate Garden, da VBI, entregue em abril.
Para Natalia Canton Landi, gerente de portfólio da VBI Real Estate, esse movimento, que é comum entre os condomínios logísticos, vem crescendo nos escritórios por conta da oportunidade de bons negócios.
Além da teoria, Landi utiliza o caso da Link School para explicar a dinâmica das pré-locações corporativas. A empresa de ensino possuía sua sede a 10 metros de onde está o Corporate Garden, no Brigadeiro 4980, mas, durante a obra, a instituição se interessou pelo projeto e procurou a VBI.
“Em meados de junho do ano passado, a Link School veio conversar com a gente sobre essa possibilidade de locação do espaço inteiro. A área do edifício e a localização adequaram-se perfeitamente à estratégia de expansão da empresa. Eles adoraram o ativo e o conceito, então essa questão fez todo sentido para eles e casou super bem com o nosso timing. A locação se concretizou em setembro do ano passado e a entrega do imóvel foi em abril”, conta Landi.
A gerente explica que o fato de ser um empreendimento boutique possibilitou que a locação se concretizasse.
“Se você considerar o mercado corporativo, pensando nos edifícios A+, de grandes lajes, vemos que eles possuem locações muito específicas quando falamos sobre monousuário. É muito raro ver um empreendimento tão grande locar assim. Já no caso do Corporate Garden e outros do tipo ‘boutiques’, é uma questão de oportunidade, já que representa uma chance de ser o único inquilino em um prédio inteiro”, explica.
Landi conta que, apesar de difícil, a pré-locação em ativos maiores acontece. A especialista relembra que o Faria Lima 4440, entregue em 2011, foi pré-locado pela UBS, Barclays e CCB, assim como o Park Tower foi pela Prevent Sênior, em momentos em que as empresas viram a oportunidade de ser a primeira inquilina de um empreendimento de alto padrão.
Sobre os contratos, a executiva explica que eles são oficializados após a emissão do Habite-se, documento que atesta a regularidade de um imóvel. O inquilino pode até “entrar” antes no empreendimento, mas apenas para fazer as adaptações previstas para sua ocupação. Por outro lado, somente com o laudo aprovado ele poderá efetivamente ocupar e cumprir com as exigências contratuais.
Sob uma ótica comercial, a pré-locação não difere muito dos contratos habituais, ou seja, os preços das locações são os praticados pelo mercado. Landi explica que, nessas situações específicas, a carência pode ser maior e, em tom de descontração, afirma que o inquilino poderá dizer que “destravou o empreendimento”.
“Quando você é um monousuário, você não está alugando só as lajes, você está alugando o complexo inteiro, todas as áreas comuns, todo o estacionamento, é tudo seu”, explica. “E isso é superimportante para o inquilino”, acrescenta.
Por não ser um movimento comum no mercado de escritórios, as pré-locações, quando acontecem, geram impacto positivo, principalmente em fundos, segundo a executiva.
“Para o investidor, isso passa uma visão de confiança, mostra que acertamos o nosso produto. Às vezes, o investidor é uma pessoa que está fora do Brasil e ela está acompanhando toda essa volatilidade do câmbio, tudo que está acontecendo no cenário macroeconômico, que nem sempre é favorável. Ao mesmo tempo, você mostra para ele que alugou 7 meses antes do esperado, validando a tese”, complementa.











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