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Em um cenário onde a mobilidade sustentável ganha cada vez mais espaço, edifícios empresariais na capital paulista estão se destacando ao adotar medidas inovadoras para acompanhar o crescente interesse por veículos elétricos. A ação que vai de encontro com as políticas do ESG, é respaldada pelo poder público paulista, que por meio da lei n° 17.336/2020, condiciona a criação de vagas destinadas a carros elétricos para novos edifícios protocolados a partir de junho do mesmo ano
Dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), compilados pela NeoCharge, revelam um aumento de 37.5% no número de veículos elétricos em circulação no Brasil, comparado com o fim de 2022 e agosto de 2023. A pesquisa mostra que nesse período a frota de elétricos plug-in e híbridos cresceu de 120.518 para 165.790.
Proprietários e administradores de empreendimentos têm reconhecido não apenas a importância de se adequar à legislação ambiental, mas também os benefícios práticos e econômicos que acompanham. A conveniência de recarregar os veículos diretamente no local de trabalho é um atrativo para profissionais e empresas ocupantes.
Um dos empreendimentos que possuem vagas dedicadas à veículos elétricos é o Centro Empresarial do Aço, no Jabaquara, zona sul de São Paulo. O espaço foi criado após um retrofit realizado no prédio.
Outro exemplo positivo é do São Paulo Corporate Towers, cujo estacionamento recebeu a maior estação de carregamento de carros elétricos da américa latina. Em uma parceria com a Volvo, o ponto de carregamento tem a capacidade de receber até 80 veículos simultaneamente.
Com preços mais atraentes, os automóveis chineses já representam 35% do total de veículos elétricos importados no país. Em 2024, a presença dessas empresas tende a aumentar, com a chegada de dois novos players, Omoda e Jaecoo, ambas pertencentes ao grupo Chery International. Essa expansão é parte de uma tendência que viu a participação das marcas chinesas crescer de 0,4% em 2021 para 35% este ano, segundo dados da Bright Consulting.
Em outubro, a BYD anunciou que ocupará a antiga fábrica da Ford, em Camaçari, na Bahia. Na época, em uma entrevista ao REsource, Marcello Schneider, diretor institucional da BYD, explicou que o Brasil é um país possui potencial para o segmento.
“As fábricas na Bahia, por exemplo, vêm com o objetivo de tornar os carros eletrificados um produto feito nacionalmente e garantir ainda mais competitividade para os veículos da marca e acessibilidade, para que o público brasileiro, apaixonado por carros, possa de fato realizar o sonho de ter na garagem um carro movido a energia limpa”, afirmou.
Outro dado que a Bright Consulting trouxe foi que houve um aumento nas vendas de veículos elétricos chineses. 0,4% (dos importados) em 2021 e 8% no ano passado eram elétricos, em 2023 este percentual deve chegar a 35%, ou seja, um terço dos carros eletrificados do país é comprado dos chineses.
Além de disponibilizar carregadores elétricos, os prédios paulistas deverão se adequar a novas regras do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo. Apesar dos casos de incêndio em carros elétricos sejam raros, 25,1 incêndios a cada 100 mil carros, dados do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA (NTSB), há uma preocupação em relação a dificuldade de controlar as chamas.
As exigências estudadas pelo Corpo de Bombeiros incluem o aumento da reserva técnica de água para controle de incêndios, instalação de sensores de calor nas garagens e sistemas de extração mecânica da fumaça.











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