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O GLOBO - A pedido da coluna, a consultoria SiiLA elaborou ranking com as maiores transações imobiliárias ocorridas no Brasil em 2023. O levantamento se concentrou em empreendimentos comerciais — prédios de escritórios, shoppings e galpões logísticos —, que costumam movimentar as maiores cifras.
Veja abaixo quais são elas:
1) Fundo imobiliário do Credit Suisse compra portfólio completo da GTIS por R$ 1,37 bilhão
Em agosto, foi confirmada a transação entre o fundo CSHG Logística (HGLG11) e o portfólio do fundo GTIS Brazil Logistics (GTLG11), envolvendo mais de 337 mil metros quadrados. No portfólio estavam quatro galpões logísticos localizados em São Paulo.
2) Aquisição de quatro prédios da São Carlos pela Kinea por R$ 865 milhões
Em novembro, a Kinea anunciou seu novo fundo imobiliário, o Kinea Oportunidades Real Estate (KORE11), composto por quatro torres corporativas que foram vendidas pela São Carlos em setembro, em uma transação de R$ 865 milhões. A São Carlos é controlada por Jorge Paulo Lemann e seus principais sócios na 3G Capital. Entre os prédios que mudaram de mãos estava o o Centro Empresarial Botafogo, na Zona Sul do Rio.
3) Aquisição de cinco prédios do BTG pela Valora Investimentos por R$ 750 milhões
O fundo imobiliário BTG Pactual Corporate Office (BRCR11) vendeu os prédios de alto padrão Cidade Jardim e Brazilian Financial Center (BFC), além dos edifícios Burity, Transatlântico e Volkswagen, também localizados em São Paulo, por R$ 750 milhões para a Valora Investimentos.
4) LOG CP se desfaz de mais de 229 mil metros de galpões por R$ 733,6 milhões
Em maio, a LOG CP anunciou transação com o fundo imobiliário BTLG11 na qual a desenvolvedora de galpões vendeu dois ativos no Nordeste — em Fortaleza e Recife —, além de um condomínio logístico em Goiânia, por R$ 733,6 milhões.
5) Hedge paga R$ 444,4 milhões por pedaços dois shoppings da ALLOS
Em outubro, a ALLOS (empresa que resultou da fusão entre Aliansce Sonae e BR Malls) anunciou a venda de fatias de dois shoppings, o Jardim Sul Shopping, na capital paulista, e o Boulevard Shopping Bauru, no interior do estado. A compradora foi a gestora Hedge, que pagou R$ 343,8 milhões por 60% do Jardim Sul e R$ 100,6 milhões por 43% do ativo em Bauru.
6) JBS adquire ativo da Bresco Logística por R$ 325 milhões
Ainda no primeiro semestre, o fundo imobiliário Bresco Logística (BRCO11) vendeu um galpão para a JBS por R$ 325 milhões. Localizado na Marginal Tietê, o ativo tem mais de 54 mil metros quadrados e já havia sido ocupado pelo grupo Pão de Açúcar.
7) Fundo imobiliário AJ Malls compra participação em seis shoppings por R$ 299,4 milhões
O FII AJ Malls completou a aquisição de fatias dos shoppings Neumarkt Shopping (6,20%); Garten Shopping (3,35%); Norte Shopping (14,02%); Continente Shopping (17,85%); Nações Shopping (17,75%) e Balneário Shopping (1%), todos no estado de Santa Catarina, por R$ 299,4 milhões.
8) Kinea vende galpão de R$ 299,1 milhões para a Magazine Luiza
Em fevereiro, o fundo imobiliário Kinea Renda Imobiliária (KNRI11) vendeu um galpão em Jundiaí (SP) para a Magazine Luiza por R$ 299,1 milhões.
9) Fundo de shoppings da Vinci compra participação em três centros comerciais por R$ 283,8 milhões
Em outubro, o FII Vinci Shopping Centers concluiu a aquisição de fatias de três ativos da Ancar Ivanhoe pelo valor de R$ 283,8 milhões. Os ativos envolvidos na transação foram o Shopping Conjunto Nacional (6%), localizado em Brasília, o Natal Shopping (29,99%), no Rio Grande do Norte, e o Via Sul Shopping (45%), em Fortaleza.
10) Hedge adquire 40% do Jardim Sul Shopping por R$ 215 milhões
Em julho, o FII de shoppings da Hedge pagou R$ 215 milhões por 40% de participação do Jardim Sul Shopping. Quem vendeu foi o FII Shopping Jardim Sul (JRDM11).
As que ficaram de fora…
Outras transações substanciais acabaram não entrando na lista por razões técnicas. Em novembro, rumores na imprensa apontavam a Brookfield Asset como compradora de nove empreendimentos da GLP por R$ 750 milhões, mas a transação até agora não foi confirmada.
Já a compra dos fundos imobiliários do Credit Suisse pelo Pátria, por R$ 650 milhões, foi concretizada há poucos dias, mas ainda precisa passar pelo Conselho Administrativo da Defesa Econômica (Cade).
Também não entrou na lista a compra de um terreno de 30 mil metros quadrados na praia da Barra da Tijuca, no Rio, pela Tegra e pela Construtora São José por R$ 370 milhões, uma vez que sua destinação será residencial.
Como revelou a coluna, também terá destinação residencial o terreno de R$ 247 milhões vendido pelo Pão de Açúcar a um empresário do Rio na Barra da Tijuca.
Leia a matéria na íntegra aqui











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