IGP-M em 30% leva a revisão de contratos de escritórios

Locadores e locatários negociam, caso a caso, e não há tendência predominante, segundo consultorias ouvidas pelo Valor. O IGP-M apresentou valorização de 1,95%, na primeira prévia de março, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).
Giancarlo Nicastro, presidente da empresa de pesquisa do mercado imobiliário comercial SiiLA Brasil, informa que, em vários casos, a correção está sendo feita por metade da variação do IGP-M, e o restante se torna saldo de multa a ser pago se o inquilino devolver o imóvel antes do fim do contrato.
Há expectativa que o volume de novo estoque caia bastante em 2023 e em 2024. O mercado está represando o início de novos empreendimentos, segundo o presidente da SiiLA, à espera de que a maioria das atividades dos escritórios seja retomada, após vacinação mais ampla.
Embora a avaliação recorrente das consultorias seja a de que a maior parte das devoluções das áreas ocorreu em 2020, Nicastro conta que tem visto alguns casos de inquilinos se desfazendo de áreas ocupadas em busca de “segurar caixa”.









