“Aprendi a aceitar as derrotas”: Ingo Hoffmann desabafa sobre carreira e vida fora das pistas
- No NXT Podcast, o campeão da Stock Car relembra a aposentadoria e conta como a doença do filho mudou sua percepção sobre o instituto que criou

Vencer 12 campeonatos da Stock Car não impediu Ingo Hoffmann de acumular mais derrotas do que vitórias ao longo dos 37 anos que atuou como piloto profissional. No NXT Podcast, ele contou que aprender a lidar com esses resultados foi parte essencial de sua formação, relembrou a decisão de se aposentar e o trabalho com famílias de crianças com câncer.
“Eu aprendi a aceitar as derrotas”, afirmou. Hoffmann explicou que analisava o que precisava mudar depois de cada resultado negativo. A competitividade permanecia, mas vinha acompanhada da preocupação de entender como melhorar para a corrida seguinte.
Essa postura também orientava suas escolhas na pista. Em vez de arriscar tudo por uma vitória, preferia garantir pontos quando avaliava que uma disputa poderia comprometer o campeonato. “O meu foco era o campeonato”, admitiu.
A decisão de parar
A aposentadoria, em 2008, foi uma escolha pessoal. O piloto contou que já não sentia o mesmo prazer nas temporadas anteriores, mas continuou competindo.
Aos 55 anos, ele encerrou sua trajetória automobilística no pódio. A lembrança tem um significado particular: saiu ainda competitivo, sem esperar que a renovação do automobilismo determinasse seu afastamento.
Outros projetos
Fora das pistas, Hoffmann destacou o instituto que leva seu nome, inaugurado em abril de 2007, em Campinas, interior de São Paulo. A instituição oferece hospedagem e alimentação gratuitas a famílias de crianças em tratamento contra o câncer no Centro Infantil Boldrini.
O projeto nasceu do desejo de retribuir as oportunidades que recebeu e transformar a credibilidade construída nas pistas em uma iniciativa permanente de apoio. Para ele, acolher essas famílias significa oferecer dignidade durante um período difícil.
Em janeiro de 2010, seu filho Robert recebeu o diagnóstico de um tumor no cérebro, aos 23 anos. Ele acabou falecendo em dezembro de 2015.
“O fato de eu ter tido um filho com essa doença fez eu perceber a importância do instituto”, afirmou.
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