Grande ABC, Barueri e Jundiaí têm menos de 1% de vacância e falta de novo estoque cria gargalo entre demanda e área disponível
- Absorção forte reduziu rapidamente a disponibilidade nas três regiões, enquanto os principais projetos previstos só começam a chegar a partir de 2027

Alguns dos maiores mercados logísticos de São Paulo chegaram ao terceiro trimestre de 2026 praticamente sem áreas disponíveis, segundo dados do Market Analytics da SiiLA. Grande ABC, Barueri e Jundiaí registram vacância inferior a 1%, após forte absorção, reposição rápida dos espaços devolvidos e poucas novas entregas no curto prazo.
O movimento mais intenso ocorreu no Grande ABC. A vacância caiu de quase 23% no fim de 2025 para 0,54% no terceiro trimestre de 2026. No período, a região acumulou cerca de 319 mil m² de absorção bruta e 305 mil m² de absorção líquida, com aproximadamente 14 mil m² de saídas.
O Mercado Livre respondeu por cerca de 192 mil m² das ocupações identificadas, com presença em empreendimentos como CL Imigrantes V, CL Imigrantes VI e Goodman Santo André. Shopee e J&T Express também aparecem entre os ocupantes.
Em Barueri, a vacância caiu de níveis próximos de 29% em 2016 para 0,82% no terceiro trimestre deste ano. Em 2026, a região registrou cerca de 143 mil m² de absorção bruta, 66 mil m² de saídas e saldo líquido positivo de aproximadamente 77 mil m².
Parte dessa movimentação veio da substituição de ocupantes. Em ativos como Urdi Castelo Branco, Condomínio Empresarial Ônix Itapevi, Condomínio Empresarial Múltiplo 1, Zimba Castelo Branco e CD 3 Barueri, áreas devolvidas foram ocupadas novamente no mesmo período. O Mercado Livre também teve peso relevante, com cerca de 55 mil m² de novas ocupações, principalmente no CL Castelo Branco.
Jundiaí seguiu a mesma direção, mas com demanda mais distribuída. A região registrou aproximadamente 177 mil m² de absorção bruta, 54 mil m² de saídas e absorção líquida próxima de 123 mil m². Entre os principais ocupantes aparecem Ceva Logistics, DHL Express, Diversey Brasil, Gerbi Transportes e CSI Cargo.
New supply remains some way off
A baixa vacância ganha importância porque não há grande volume de novas entregas previsto para o curto prazo nas três regiões.
No Grande ABC, o principal projeto futuro é o Prologis São Bernardo do Campo, no antigo terreno da Ford. O empreendimento, porém, ainda enfrenta um impasse entre a empresa e o Governo do Estado de São Paulo. Parte do terreno é pretendida pelo governo para a construção do pátio de uma futura estação de metrô, o que pode reduzir a área prevista para o condomínio. Por isso, tanto o tamanho final quanto o cronograma do projeto ainda estão sujeitos a mudanças.
Em Barueri, o cenário é mais limitado. O Condomínio Empresarial Múltiplo 2 – Fase II, com cerca de 8 mil m², está previsto para o quarto trimestre de 2027. Já o RBCA – Royal Business Center Araçariguama, com aproximadamente 29 mil m², aparece apenas para 2030.
Jundiaí concentra o maior número de projetos futuros. Para o primeiro trimestre de 2027 estão previstos o HGLG Itupeva – Bloco IV, com cerca de 52,2 mil m², e a expansão do H Log Cabreúva, com aproximadamente 46 mil m².
Para 2028 aparecem a expansão do Cabreúva Business Park, com quase 99 mil m², a expansão do Parque Logístico Cabreúva, com 25 mil m², e o Vinhedo Business Park, com aproximadamente 85,6 mil m². Mais adiante, estão previstos o Prologis Cabreúva, com cerca de 141 mil m², e o Prologis Jundiaí II, com 152,6 mil m², ambos para 2030.
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