Novos dados da SiiLA mostram alta da vacância mesmo com forte ocupação em São Paulo
- Novas entregas superam o avanço da ocupação e elevam a vacância nos principais polos corporativos de São Paulo no terceiro trimestre de 2026

Os escritórios de alto padrão nas principais regiões corporativas de São Paulo registraram, no terceiro trimestre de 2026, recordes de absorção líquida e de entrega de novos espaços.
Foi a primeira vez que as duas marcas ocorreram no mesmo trimestre na série do Market Analytics, da SiiLA, que abrange edifícios de classes A e A+ nas regiões CBD, os principais polos de negócios da cidade. Mesmo com o avanço da ocupação, o volume de entregas elevou a proporção de áreas disponíveis.
Dois recordes no mesmo trimestre
Entre julho e setembro, a absorção líquida atingiu 108,5 mil m², superando em 15,6% o recorde anterior, de 93,9 mil m², registrado no terceiro trimestre de 2017. Com o resultado, o acumulado dos primeiros nove meses de 2026 chegou a aproximadamente 210 mil m².
No mesmo período, o mercado recebeu 212,1 mil m² de novo estoque, quase 90% acima do pico anterior, de 111,7 mil m², registrado no primeiro trimestre de 2018. Como a entrada de novos espaços foi quase o dobro do crescimento da área ocupada, a vacância passou de 14,78% no segundo trimestre para 16,62% no terceiro, uma alta de 1,84 ponto percentual.
“Vacância subindo com ocupação recorde não é sinal de fraqueza, e sim de aposta dos dois lados da mesa: o incorporador entregou como nunca e o inquilino ocupou como nunca. O mais revelador é quem puxou essa ocupação. Um banco e uma fintech, empresas que vivem de medir eficiência, decidiram ter mais escritório, não menos. Isso diz mais sobre o futuro do trabalho presencial do que qualquer pesquisa de opinião”, afirma Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLA.
Entre as maiores locações do trimestre estão operações em dois empreendimentos entregues com 100% de ocupação. A Torre A do Esther Tower, na região da Chucri Zaidan, foi integralmente locada pelo Itaú e acrescentou 39,6 mil m² ao estoque da cidade. O empreendimento ainda prevê a entrega de uma segunda torre. Já o Cyrela Oscar Freire abriga o Nubank, com aproximadamente 33,1 mil m², e a própria Cyrela, com cerca de 12,3 mil m².
Dentro do novo estoque, o Alto das Nações, na Chácara Santo Antônio, concentra o maior volume de área disponível. Dos seus 96,6 mil m², cerca de 15,5 mil m² estão locados pela farmacêutica Bayer. Os aproximadamente 81 mil m² restantes ajudam a explicar o aumento da vacância no trimestre.
O Éden Corporate, na Chucri Zaidan, com 18,5 mil m², e o Edifício Jerônimo, na Faria Lima, com 11,9 mil m², chegaram ao mercado inteiramente vagos. Juntos, esses dois edifícios e as áreas disponíveis do Alto das Nações somam mais de 110 mil m² para locação. Segundo Nicastro, o ritmo de ocupação desses espaços será um dos fatores que influenciarão a trajetória da vacância nos próximos trimestres.
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