Escassez de grandes áreas e preços da Faria Lima colocam Vila Olímpia no radar das empresas
- Bruno Milan comenta sobre a queda da vacância na Vila Olímpia, diferença de preços em relação à Faria Lima e sobre os interesses das empresas pela região

A escassez de grandes áreas disponíveis nos principais eixos corporativos de São Paulo e o custo elevado de ocupação em regiões como a Faria Lima estão ampliando o leque de alternativas consideradas pelas empresas na busca por novos escritórios.
Nesse cenário, a Vila Olímpia se destaca. Vizinha à Faria Lima, ao Itaim Bibi e à avenida Juscelino Kubitschek, a região combina estoque corporativo consolidado, acesso à Marginal Pinheiros e valores de locação inferiores aos encontrados no principal eixo financeiro da cidade.
Dados mostram que a vacância dos escritórios A+, A e B caiu de 18,29% no final de 2021 para 12,30% no primeiro trimestre de 2026.
Segundo Bruno Milan, diretor comercial da MAXCORP, o movimento não representa necessariamente uma migração de empresas de regiões como a Faria Lima, mas uma redistribuição da demanda entre diferentes polos corporativos.
“A Faria Lima continua sendo um dos principais endereços corporativos do Brasil e continuará tendo um papel muito importante no mercado. O que mudou foi a relação entre disponibilidade, preço e necessidade das empresas”, afirma.
Para Milan, a menor oferta de grandes espaços já começa a limitar as opções das empresas que buscam concentrar suas operações em um mesmo endereço.
“Hoje existe uma escassez bastante relevante de grandes áreas nos principais eixos corporativos de São Paulo. O número de edifícios capazes de oferecer lajes contíguas acima de 10 mil metros quadrados caiu de 17 para apenas 7. Regiões como Faria Lima, Itaim, Paulista e Vila Olímpia já enfrentam essa limitação de grandes áreas”, explica.
O preço também pesa nessa decisão. Bruno Milan fala que “no segundo trimestre de 2026, por exemplo, o preço médio pedido de locação na Faria Lima estava em R$ 293,08 por metro quadrado, enquanto na Vila Olímpia estava em R$ 194,80.”
“Então, eu não vejo a Vila Olímpia como uma substituta da Faria Lima. Vejo como uma alternativa corporativa extremamente competitiva, especialmente para empresas que precisam equilibrar localização, qualidade e eficiência de ocupação”, conta.
Para Milan, essa diferença faz com que as empresas avaliem não apenas o endereço, mas o custo total da ocupação, incluindo eficiência da planta, estacionamento, possibilidade de expansão e qualidade do edifício.
Infraestrutura também pesa na escolha
Além da proximidade com alguns dos principais eixos corporativos da cidade, a Vila Olímpia concentra restaurantes, hotéis, shoppings e serviços e conta com acesso à Linha 9-Esmeralda, fatores que também entram na decisão de localização das empresas.
Milan destaca ainda a variedade de tamanhos e configurações dos imóveis disponíveis na região. Entre os ativos da MAXCORP está o Station Milan Offices, com cerca de 4 mil m².
“Uma companhia pode estar procurando uma operação mais compacta hoje, enquanto outra precisa de uma área significativamente maior. Outra pode estar planejando uma expansão e precisar de flexibilidade para crescer”, afirma.
Na avaliação do executivo, é justamente essa combinação entre localização, infraestrutura, variedade de imóveis e diferença de preços que pode ampliar a participação da Vila Olímpia nas decisões imobiliárias das empresas nos próximos anos.
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